quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Madeira

Porto Moniz # piscinas naturais #

 A Madeira é um dos destinos turísticos mais procurados. A Catarina é agente de viagens e foi conhecer a ilha. Viajou com a Transavia, mas tanto a Ryanair como a TAP disponibilizam voos para o Funchal. Ficou hospedada num hotel de quatro estrelas, a cerca de 10 minutos a pé do centro, mas " há ótimas opções no centro da cidade, para os mais preguiçosos. Além disso é muito fácil deslocarmo-nos na ilha, há visitas guiadas com transporte incluído, autocarros turísticos e táxis."

Onde ir e o que visitar na ilha?

"Há quem pense que a Madeira se resume ao Funchal. Não é verdade. Mas comecemos pela cidade. Visite a Sé Catedral, que fica na avenida mais famosa da capital madeirense, a Avenida Arriaga. A Marina do Funchal e o Casino da Madeira. E, obviamente, o Museu do Cristiano Ronaldo. Na zona velha do Funchal, reconstruída após as cheias de 2010,  aconselho uma visita ao Museu de Arte Contemporânea, ao Mercado Municipal do Funchal e ao Museu do Bordado da Madeira, onde poderá assistir à arte do bordado e praticá-la. Nas ruas pode ainda apreciar portas e janelas pintadas à mão.
Fora da cidade, a Camacha é uma zona de grande interesse para quem aprecia artesanato. É lá que se encontra o Museu do Vime, uma arte em vias de extinção. No museu, além de estarem expostas peças belíssimas, poderá também andar nos famosos Carrinhos da Madeira.
É o verde quem domina a paisagem, aqui e ali recortada por pequenas povoações, cada uma delas com motivos de interesse diferentes. Os típicos bananais madeirenses ficam na Madalena do Mar. Em Rio Frio conta-se a história do vinho. No Curral das Freiras há degustações de castanhas e licores todo o ano. Na vila piscatória de Câmara de Lobos há um mercado de produtos regionais. As casas típicas da ilha, donas de uma arquitetura única, ficam em Santana; muitas delas  foram adaptadas ao comércio tradicional.
O relevo acidentado da Madeira ora aninha lugarejos em vales profundos, ora permite vistas magníficas a partir dos pontos mais altos das falésias, como é o caso do Cabo Girão. "
Está pensar visitar a ilha? Fale com a Catarina. Ela é especialista em planeamento de viagens.

 Comer

"Há restaurantes um pouco por toda a cidade do Funchal, na zona da Marina multiplicam-se. Tem mesmo que experimentar a febra em Bolo do Caco do Number Two. E um jantar típico madeirense. São servidas sopa de trigo, espetadas de carne, Poncha madeirense e Bolo de Mel. O jantar é acompanhado pelo bailinho da Madeira e pelo corridinho."

Ponta do Sol # a praia de areia negra e a capelinha de Nossa Senhora da Luz #

Vila de São Vicente

Ribeira Brava

Cabo Girão # é o segundo cabo mais alto do mundo #

Porto Moniz # praias artificiais #

Ponta do Sol

Calheta # praias artificiais #

Faial # visite o Museu do Faial e a Casa de Chá do Funchal #

Vista a partir do Miradouro do Pico de Barcelos


Camara de Lobos # vila piscatória # visite o mercado de produtos típicos da ilha 

Camacha # Museu do Vime #

Igreja de São Bento # Ribeira Brava #

Santana # há provas de Bolo de Mel
e Poncha  nas casinhas típicas #


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Serra da Estrela # Trilho do Zimbro #


Ainda não havia neve! O azul límpido do céu mergulhava na água. O verde dos zimbrais recortava a imensidão da montanha. Que se perde de vista. Dos pastores, não há sequer sinais. Esta é uma zona de pastoreio, noutras alturas do ano. É a Serra da Estrela que alimenta a produção da um dos melhores queijos nacionais. " E é impossível reproduzi-lo. Há uma planta na serra que lhe confere características únicas." 
Contam-se 1993 metros de altitude, na Torre. Fazia frio. Partimos em direção ao Covão do Alva. Fomos explorar o Trilho do Zimbro, numa iniciativa da Ceira Travel. O zimbro é uma planta típica de zonas de montanha, com altitudes próximas dos 200 mil metros.
No Covão do Alva virámos à direita e continuámos até à Lagoa do Covão das Quilhas. Ali ao lado avistámos a magnífica Lagoa do Serrano. Atravessámos a estrada, perto da Barragem do Covão do Meio, e seguimos em direção ao Vale Glaciar de Manteigas. 
Continuámos a caminhar até às Lagoas da Paixão e dos Passarinhos. Do extremo da Lagoa dos Passarinhos avista-se o Vale da Candieira. E, apetece repetir até à exaustão, isto é lindo. Lindo! Lindo!!! E abraçar o Vale. Como se isso fosse possível.
Queríamos ficar. Mas tínhamos que regressar à Torre, por outros caminhos. Que, houvesse tempo, não faltariam trilhos para explorar. Passámos perto do Cântaro Gordo. E, perdemos de novo o fôlego, quando subimos ao Covão Cimeiro, donde se avista o imponente Cântaro Magro. Lindo. Lindo. Lindo!!!!










 Fotografias by Ceira Travel




domingo, 6 de dezembro de 2015

Vou a Viseu # pernoito na Casa de Igarei #


Há já algum tempo que ando para ir a Viseu. Li, algures, que o centro histórico pequeno e airoso está a ganhar uma nova vida com a abertura de modernas casas petiscos e vinhos, pela mão de jovens apaixonados pela sua região. Que Lafões é conhecida pela sua excelente gastronomia, da sopa seca de Alcofra, à vitela, ao cabrito e aos Pastéis de Vouzela.
O próximo fim-de-semana promete Sol. E na cidade, ao que parece, já se podem namorar as ruas, trajadas a rigor para receber as festas de Natal e Passagem de Ano. A programação contempla mais de 300 eventos e prolonga-se até 6 de Janeiro. Vou a Viseu! E só me faltava mesmo encontrar um sítio para dormir. Que me permita explorar não só a cidade mas toda aquela região.
Encontrei a Casa de Igarei. Fica numa aldeola pequena e tranquila, na freguesia de Queira, no concelho de Vouzela, a 20 minutos de Viseu e outros tantos de São Pedro do Sul. E de mais três ou quatro lugarejos com motivos de interesse, como Lafões, Tondela e Oliveira de Frades.

Casa de Igarei, Pátio dos Louros.

Casa de Igarei

Perfeito!!! Perfeito!!! Mais do-que-perfeito, uma vez que estou a falar de uma "casa granítica do século XIX, reconstruída de acordo com padrões de conforto e as normas do Turismo de Portugal." A casa dispõe de quatro quartos, três duplos e um triplo. Apenas o " Alecrim" não dispõe de casa de banho privativa. Estou tentada a ficar com o " Esteva", que fica no último andar e que oferece uma vista privilegiada sobre a Serra do Caramulo.

Quarto " Esteva "

O quarto tem tanto de simples quanto de belo. E está preso a um tempo, aliás comum a toda a aldeia, que eu julgava perdido. Que aqui, está prometido um verdadeiro regresso às origens, à terra. Tanto dentro como fora de portas. Que, na cozinha, ainda há um forno a lenha. E na sala de jantar uma lareira. Que, na aldeia, ainda há um chafariz comunitário. E gente genuína.


  
Reservei o quarto aqui http://casadeigarei.com/. O pequeno-almoço está incluído. Quase que o adivinho delicioso, como todas as coisas que são feitas com o coração. As outras refeições pode optar por fazê-las dentro ou fora de casa. A cozinha está a sua disposição. Na página da Casa de Igarei encontra ainda sugestões para passeios e programas para famílias, casais e grupos de jovens.







sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Torta de Ábobora & Sonhos de Chocolate


Torta de Abóbora & Sonhos de Chocolate by Valdemar Onofre 

E o que é que há para sobremesa na noite de Natal? As rabanadas da  mãe. Que são sempre as melhores do mundo. Os filhozes da avó. Que a conta aos anos da receita já se perdeu. Tronco de chocolate. Sonhos. E o tradicional bolo-rei.
Este ano queria fazer alguma coisa diferente. Lembrei-me do Chef Valdemar. Que nestas coisas da cozinha gosta de inovar. E diz-me ele "não são receitas típicas de Natal. Meti-me a brincar com os ingredientes. Que, esses, respeitam a tradição natalícia. Utilizei abóbora e frutos secos. O tronco deu lugar a uma torta de abóbora. Aos sonhos acrescentei chocolate. E tem ou não tem bom aspecto?"
Que pergunta! As receitas, dá-me as receitas!
" Para a torta de abóbora vais precisar de 400 gramas de abóbora cozida e escorrida, 250 de açúcar, 75 de miolo de noz, três ovos e três colheres de farinha. À abóbora cozida juntas o açúcar, as gemas, a farinha, o miolo de noz e por fim as claras batidas em castelo. Envolves e levas ao forno num tabuleiro forrado com papel vegetal e untado. Depois de cozida, vira-la para cima de um folha de papel vegetal com açúcar. Recheias com açúcar e canela e enrolas.
Para os sonhos levas ao lume 2.5dl de água com 1.2dl de manteiga e um pouco de sal. Assim que começar a ferver adicionas 175 gramas de farinha e 40 de chocolate em pó. Mexes até formar uma bola. Deixas arrefecer. Juntas 5 ovos [2 a 2] e envolves à mão. Depois tendes em bolinhas, fritas em óleo bem quente e polvilhas com açúcar em pó e canela."
Sirva-se! Que as receitas também são para si.







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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A aldeia Natal da Serra da Estrela


Cabeça, Serra da Estrela [ fotos: página oficial do evento]

A azáfama é grande, cousa pouco usual nas vivências serranas. Há giestas. Pinhas. Galhos. Cascas de árvore. Folhas. Vide. Musgo. Lã. E muita gente reunida no grande armazém. Quando digo muita gente, refiro-me aos duzentos habitantes de Cabeça, que por estes dias terminam as decorações da aldeia natal mais genuína do país, onde os adornos são "feitos à mão com aquilo que a Serra dá". E, que prometem uma vivência autêntica e ecológica do Natal a quem por cá passar entre 12 de Dezembro e 6 de Janeiro. Recorde-se que Cabeça [Seia] é a primeira aldeia LED do país.


Está um frio de rachar, um enorme manto branco promete cobrir a serra nas próximas semanas. Há luz e cor nas ruas de pedra, nas casinhas de xisto, nas portas e nas janelas. Estrelas. Anjos. Que parecem descer do céu. Há luz nos corações. Paz, muita paz. E um programa delicioso preparado para as famílias. E, delicioso é o termo certo. Que durante o evento poderá degustar alguns dos produtos típicos da montanha, como o queijo, os enchidos, os licores e as compotas, nas Tasquinhas dos Sabores d' Aldeia.
Estão, ainda, previstos ateliers criativos de decoração, oficinas de cozinha no forno comunitário, sessões de fotografia, contos há volta da fogueira e uma exposição de presépios. Passeios na carroça encantada, caças ao tesouro e mostras de brinquedos antigos, para as crianças. E um Mercado de Natal.
 Boas Festas





    






quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

É Natal # comecei a época a namorar as ruas do Porto #

Avenida dos Aliados, Porto, Dezembro de 2015

Caiu a noite. O frio não dá tréguas. Aquele friozinho, quase delicioso de Dezembro, que parece trazer cada vez mais gente às ruas. Há quem faça compras. E, há quem, como eu, namore a cidade engalanada. É um dos meus maiores prazeres natalícios andar pelas ruas. Que repito ano após ano, como se de um ritual se tratasse. E, para que o prazer fosse, ainda mais absoluto, haveria de poder percorrer todas as cidades, vilas e aldeias e descobri-las mergulhadas na espírito do Natal. Que torna as coisas ainda mais belas.
O senhor Júlio estava lá, no mesmo lugar de sempre, à saída do metro do Bolhão. Cumprimentou-me com um sorriso sincero e meia dúzia de palavras, que aliás dispensa a todos os clientes. Meteu-me as castanhas no cartucho feito de jornal, e, eu devolvi-lhe o sorriso.
Há muita gente em Santa Catarina. E, ainda mais nas lojas, são na maioria mulheres, também elas engalanadas, metidas nos seus longos sobretudos encarnados, brancos ou negros. Apresso o passo. Que é tempo perdido tentar namorar a rua com tanta gente. Quase não há espaço para dispensar atenção aos pormenores. Vou espreitar a árvore. Que a esta hora a Avenida já se adivinha mais tranquila. Sento-me. E fico por ali, a sonhar como sempre. Que o meu Natal é feito de sonhos desde menina.

Avenida dos Aliados, Porto
Clérigos
Passeio dos Clérigos
Intercontinental, Palácio das Cardosas
Rua das Flores



A programação de Natal no Porto arrancou na passada sexta-feira e prolonga-se até dez de Janeiro. Um dos momentos altos da festa contempla o concerto de Pedro Abrunhosa, na noite de passagem de ano.







terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Chegou o mês mais bonito do ano


ameninacosze.wordpress.com [ Fotografia Joana Isabel]

Chegou o mês mais bonito do ano, Dezembro. Acordou gelado mas cheio de luz, coisa tão própria destes dias que antecedem a celebração do nascimento do menino Jesus. Já começou a loucura das compras, como se isso realmente interessasse, numa época que se quer de feita de paz, de união e de amor.
É tempo de ir ao encontro dos que nos moram coração e que tantas vezes estão longe. Por aqui não se fazem grandes viagens, temos o privilégio de os ter por perto. De vestir a árvore e a casa com o vermelho. Que é amor. E com o dourado. Que é luz. Cores próprias do Natal, desde que me lembro de o celebrar, na casa dos meus avós, há muitos, muitos anos.

http://homellivingfor.blogspot.pt/

http://homellivingfor.blogspot.pt

Desse tempo, resta também um poema, declamado vezes sem conta pelo meu avô para mim. Que, todos os anos, às primeiras horas do mês de Dezembro me vem à memória. Chama-se Balada da neve.

Soldéu, Andorra [Fotografias Adriana Sales]


"Batem leve, levemente, como quem chama por mim. Será chuva? Será gente? Gente não é, certamente e a chuva não bate assim. É talvez a ventania, mas há pouco, há poucochinho nem uma agulha bulia na quieta melancolia, dos pinheiros do caminho. 
Quem bate, assim levemente, com tão estranha leveza, que mal se ouve, mal se sente? Não é chuva, nem é gente, nem é vento com certeza. Fui ver. A neve caía do azul cinzento do céu, branca e leve, branca e fria. Há quanto tempo não a via! E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça. Pôs tudo da cor do linho. Passa gente, e quando passa, os passos imprime na traça na brancura do caminho. Fico olhando esses sinais da pobre gente que avança, e noto, por entre os mais, os traços miniaturais duns pezitos de criança. E descalcinhos, doridos, a neve deixa ainda vê-los, primeiro bem definidos, depois, em sulcos compridos, por que não podia erguê-los !
Quem já é pecador sofra tormentos, enfim! Mas as crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor? Porque padecem assim? E uma infinita tristeza, uma funda turbação entra em mim, fica em mim presa. Cai neve na natureza. E cai no meu coração." [Augsuto Gil]