Mostrando postagens com marcador amar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amar. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Quinta das Lágrimas # a quinta dos amores #


Fonte dos Amores.

As filhas do Mondego a morte escura
Longo tempo chorando memoraram,
E por memória eterna, em fonte pura
As lágrimas choradas transformaram.
O nome lhe puseram, que, inda, dura,
Dos amores de Inês, que ali passaram.
Vede que fresca fonte rega as flores,
Que lágrimas são a água e o nome Amores.
Luís Vaz de Camões, in Lusíadas.


Cano dos Amores

"Estavas, linda Inês, posta em sossego",
Tanto há de belo, como de puro e de trágico no lugar e na lenda que o habita. Está gravada, a sangue, a história de Pedro e Inês, na Fonte dos Amores, na Quinta das Lágrimas. Reza a lenda, que as águas da fonte são as lágrimas choradas pela linda Inês, antes de morrer. E, que o vermelho vivo, que reveste a rocha, é o seu sangue.
A aia galega, por quem o príncipe se perdeu de amores, habitava o Paço do Convento de Santa Clara-a-Velha, e dizem que recebia cartas de seu amado através de um pequeno canal de água, que saindo da quinta desaguava ao lado do convento. Foi-lhe roubada a vida, na ausência de D. Pedro, por três algozes ao serviço do rei. E foi coroada rainha depois de morta.
A Quinta das Lágrimas fica na margem esquerda do rio Mondego, em Coimbra. O palácio do século XVIII, que acolheu figuras como o Duque de Wellington e o rei D. Miguel, foi transformado num Small Luxury Hotels of the World. Mas, mais do que o luxo, mais do que a cozinha requintada e mais do que a história, é o romantismo do palácio e do jardim, apelidado de Jardim Romântico, que transforma a quinta num dos lugares mais bonitos da cidade e no refúgio perfeito para casais apaixonados; tal como o foi, outrora, para Pedro e Inês.

 Anfiteatro da  Colina de Camões

Portal neo-gótico.






COMER, AMAR E PASSEAR

O hotel recria e oferece três ambientes diferentes, os quartos dividem-se entre o palácio, os jardins e o SPA. Os quartos do palácio reúnem o charme e o romantismo do passado, os do jardins abrem-se para a frescura do "Museu Vegetal" e para a Fonte dos Amores. Os quartos do SPA, modernos e relaxantes abrem-se tanto para os jardins como para a cidade, oferecendo vistas magníficas.
A cozinha, que se divide pelos restaurantes Arcadas e Pedro e Inês, recria os sabores típicos da região, acrescentando-lhe um toque de elegância. O Chef sugere que os acompanhe com um dos vinhos da vasta coleção da Quinta das Lágrimas; o destaque vai para o Pedro & Inês, proveniente da união de uma casta masculina com uma casta feminina.
Nos jardins há jogos de luz e sombra, proporcionados pela diversidade paisagística. As árvores centenárias convivem com exuberantes plantações de bambu, criando uma atmosfera sombria, rasgada pela luz solar que banha o relvado, iluminando o caminho até à Fonte dos Amores. Há recantos bucólicos. E mensagens de amor gravadas nas rochas e nos troncos, um pouco por todo o lado.
                                         Bem-vindos à Quinta dos Amores!




Os jardins estão abertos a visitas. [ não está implicada a estadia no hotel]





sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Paris, la ville de l'amour






                                                       
                                                                         
                                                                                       Inspirez-vous!
                                                                 
                                                                                         




sábado, 17 de outubro de 2015

Rapazes, voltei à cozinha!

para a sobremesa, Pavlova

Tomei-lhe o gosto, ou melhor cansei-me das iguarias que a Chef, cá de casa, costuma servir ao jantar. Dizem que os homens se conquistam pelo estômago. Bem, não foi o caso. Atrevo-me a dizer que se o velho ditado se aplicasse à letra, ela dava uma bela tia.
A minha Estrela Michelin saiu para um workshop de chocolate. Meteu na cabeça oferecer bombons artesanais no Natal, à família. Espero não estar incluído na lista dos felizes contemplados. Bem, vou preparar o jantar!
Optei pelo peixe. Salmão, para ser mais preciso. É saudável, fácil de cozinhar e é um dos peixes preferidos dela. Dei um salto ao Cabaré do Goucha, antes de me agarrar às panelas. O gato está olhar para mim com um ar desconfiado. Calma rapaz!!!!
Vou fazer Salmão em crosta de broa de milho amarelo. E acompanhar com legumes salteados. São a minha especialidade, ou melhor há alguém que não saiba saltear legumes?
Ralei a broa e reguei-a suavemente com azeite. Numa frigideira anti-aderente, aqueci um fio de azeite. Coloquei o salmão na frigideira. Temperei com sal e pimenta. Cobri com a broa e deixei cozinhar, durante alguns minutos. Agora vai ao forno até a broa ficar dourada e estaladiça. 
Vou fazer também uma Pavlova. Não me apetecem chocolates, à sobremesa!!! Dizem que o doce foi criado em homenagem a uma bailarina russa, Ana Pavlova. Vou precisar de 6 claras, açúcar em pó, natas, raspa de limão, e frutos vermelhos. Começo pelo merengue, a base do doce. Bato as claras. Acrescento-lhe 250g de açúcar em pó, sem parar de bater, até obter um merengue duro. Forro um tabuleiro com papel vegetal. Disponho o merengue, regularmente, e levo ao forno, pré-aquecido a 150 graus, durante uma hora. 
Enquanto o merengue está no forno, preparo o recheio. Bato as natas com 150g de açúcar em pó e as raspas de limão, até obter um chantily. O segredo é casar um merengue crocante com um recheio cremoso. O merengue deve arrefecer no forno para não perder volume. Quando arrefecer cubro-o com o chantily. Decoro com frutos vermelhos e viro as costas à cozinha. Bem, talvez não fosse má ideia arrumá-la!!! E pôr a mesa. Que, hoje, quero-a ainda mais bonita.


                                                                                   para a princesa, com amor
                                                                                           # o tripeiro #















domingo, 11 de outubro de 2015

Para ela # um brunch #



Acabaram-se os dias de sol, parece-me. As corridas no Parque da Cidade ao Domingo de manhã. E o pequeno-almoço demorado à beira-mar. Prefiro ficar por casa, nestes dias cinzentos. Preguiçando, simplesmente. Hoje preguiça ela, sozinha. Trocámos de papel. Fechei-a na sala. E fechei-me a mim na cozinha.
Vou preparar-lhe um brunch. Um pequeno-almoço fora de horas, já com um cheirinho a almoço. Já tinha pensado nisto ontem. Fui às compras. Trouxe-lhe os cereais e os iogurtes preferidos. Fruta. E alguns ingredientes que faltavam cá em casa, como salmão fumado. 
A cozinha está um caos!!! É assim que me organizo. E foi por isso que a fechei na sala. Punha-me fora de casa, se aqui entrasse, agora. Vou preparar uma salada de frango com frutas. Ela vai gostar. Adivinho-o!!!
É muito simples. Grelham-se os peitos do frango com sal e pimenta. Prepara-se uma salada com alface, cenoura e couve roxa. Junta-se o frango à salada. Tempera-se com sal, azeite e vinagre. Finaliza-se com gomos de laranja, pedacinhos de ananás, maçã e kiwi.
Entretanto o pão acabou de tostar. Vou fazer também umas tostas de salmão fumado. Simplicíssimas. Barro o pão tostado com queijo e levo-o novamente ao forno/tostadeira até o queijo começar a derreter. Finalizo com umas fatias de salmão fumado. Sobrou algum pão tostado, propositadamente. Vou servi-lo com um patê Bernardo's, que trouxemos do Urban Market da Praça das Cardosas.
Falta pôr a mesa, as flores já lá estão. E fazer os Waffles. Preparei-lhe uma taça de frutas com iogurte e cereais. Ela adora!!! Fiz café e sumo de laranja. Temos muffins de abóbora. Foi ela que fez, ontem. E falta o mais importante. Abrir-lhe a porta.



                              Inspirem-se, rapazes. Que elas merecem!!!

                                                                                      # o tripeiro #


 









terça-feira, 18 de agosto de 2015

Eu, tu e o mar

Praia da Luz

A Lua cheia governava a noite. Não havia uma única nuvem no céu. Estrelas, muitas. Adivinhava-se mais um bonito amanhecer, com o Sol a raiar o horizonte. O mar vestiu-se de azul. Escolheu um tom claro. Tranquilo, a combinar com a época estival. E eu de branco. Que é cor que vai com tudo. Com o castanho dos teus olhos. Com o azul do mar. E com o verde do pequeno jardim, que esconde uma das maravilhas da Foz do Douro, a esplanada da Praia da Luz. 
O trilho é curto. E romântico por natureza. A luz fosca. E o ambiente propicio à troca de beijos. Beijos que muitas vezes terminam na areia molhada, embalados pelo mar. E outras tantas, para os menos ousados, no refúgio da esplanada.  Há uma mesa de madeira. Um candeeiro e duas cadeiras. Apenas duas, propositadamente. À volta árvores frondosas, de grande porte. E para completar o terraço superior está fechado.
Mas daqui não se vê o mar. Ouvi-mo-lo. Senti-mo-lo perto. Mas não o vemos. É preciso descer a escadaria e escolher uma das muitas espreguiçadeiras de lona branca, que se debruçam sobre as águas. Não há recantos secretos. A esplanada é ampla e estende-se areal adentro. Mas o ambiente continua intimista. Aconchegado pelo chocolate quente, que repousa sobre a mesa. Pela conversa a dois. Pela troca de olhares, apaixonada. E pela brisa que nos beija o rosto, suavemente. Sedutora. Intensa. É um convite a um passeio na praia. E, porque não? 






quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Ilha dos amores

Ilha dos Amores, Castelo de Paiva

Dizem que é dos amores, a ilha que descobrimos no local onde o Douro e o Paiva se encontram. Dizem que outrora testemunhou um amor trágico. E que no fundo do rio repousam os corpos dos amantes.
Reza a lenda que um jovem lavrador de Castelo de Paiva se perdeu de amores por uma donzela, oriunda de uma família abastada. Era um amor correspondido mas amaldiçoado pelo pai da jovem.
Por esse dias chegou à cidade um nobre, e também ele se perdeu de amores pela bela mulher. Certo dia preparando-se o fidalgo para pedir a jovem em casamento dirigiu-se ao rio. Procurava calmar o coração. Encontrando-o sozinho, o lavrador, não hesitou, decapitou-o e atirou o corpo ao rio.
Amedrontado, o jovem refugiou-se na ilha. Os dias passavam. As saudades apertavam. Há semanas que não cruzava sequer o olhar com o dela. Encheu-se de coragem, .voltou à cidade e convenceu a ir com ele para a ilha.
Durante a travessia, levantou-se uma enorme tempestade e os dois amantes foram engolidos pelo rio. Dizem que foi obra do espírito do fidalgo.

Rumo à Ilha dos Amores, onde a existe uma enorme diversidade de fauna e flora.


terça-feira, 5 de maio de 2015

Coimbra, a saudade



"Lembro-me da primeira vez que te vi, realmente, vestida de negro e iluminada por uma lua enorme cor de pérola. Senti uma certa vertigem cá dentro, um orgulho imenso que ainda hoje não consigo explicar. Nesse momento percebi o verdadeiro porquê das baladas, do choro das guitarras. Observei a disposição de cada edifício; a universidade lá no alto; a Cabra a guardar cada canto, cada pedra. Senti-me em casa, no verdadeiro sentido da palavra casa. Como se fosses uma extensão física de mim. Uma necessidade lógica de viver para lá do meu corpo.
Desde esse dia até hoje, passaram-se anos. O tempo é inevitável. Passa por nós e vai-nos transformando aos poucos. Mas há coisas que ficam marcadas por dentro. Coisas que guardamos de forma a que sejam eternamente nossas. De ti guardo todos os momentos que me trouxeram até aqui. As conversas partilhadas entre os amigos que me apresentaste e que guardarei para a vida. As gargalhadas e as noites dessa juventude sónica que parece ter passado a correr. Os primeiros sorrisos dos amores começados à beira rio; as últimas lágrimas choradas em bancos de jardim por esses mesmos amores. De ti guardo esse ponto cardeal que será para sempre a minha juventude. O porto de abrigo necessário que continuarei a procurar e a recordar ao longo da vida. Guardo essa ténue linha que separa essa mesma juventude da idade adulta. A metamorfose de quem entra menina e sai mulher. Guardo de ti essa saudade dos passeios nas tardes de primavera. O calor infernal das tardes de Junho. A beleza das tuas entranhas feitas de pedras históricas e conhecimento. A alegria dos cortejos de caloiros e finalistas. Guardo de ti as músicas cantadas em uníssono de copo na mão. A capa negra que me lembrará para sempre dessa primeira noite em que te vi com olhos de gente; a mesma capa que um dia vesti com tanto orgulho.
Muito fica por contar. As melhores histórias, guarda-as o silêncio. São apenas nossas. Chegámos ao fim da canção. É hora de partir com a certeza desse passado. Com a certeza desse futuro que começou em ti. "










quinta-feira, 30 de abril de 2015

No Quénia # From Kibera with Love #


 No Quénia, a educação é um luxo. E um prato de comida quente também. O acesso a cuidados de saúde é caro e os rendimentos das famílias escassos. Na maior favela do mundo, em Nairobi, as crianças são felizes sem rigorosamente nada. Vagueiam, o dia inteiro, ao acaso. Sujas. Descalças. Indefesas. Procuram comida nas lixeiras a céu aberto, que estão por todo o lado. A maioria não vai à escola. Não sabe ler, nem escrever. O futuro há muito que está traçado.Nasceram condenadas à miséria.
 Marta Baeta acredita que pode mudar o mundo, pelo menos daqueles com quem se cruza. Partiu para a Kibera, há uns meses, com um objectivo bem definido assegurar a educação, a alimentação e cuidados de saúde aos seus meninos, como carinhosamente lhe chama.
 Os dias começam muito cedo para a super mãe Marta. Há uma casa para gerir. O pequeno-almoço para preparar. Roupas para lavar. Compras para fazer. Há que providenciar a higiene das crianças. Levá-las à escola, garantir uniformes e refeições para o horário escolar. E depois, são as formalidades com as escolas e com os centros de saúde. E as vacinas. E miúdos que adoecem. E outros que partem a cabeça. E outros que querem, simplesmente, colo.
Há dias em que tudo lhe acontece. Há alturas em que os fundos escasseiam e a esperança desvanece. Nada que a faça desistir daquelas crianças.





                        



                     


                                   https://www.facebook.com/FromKiberaWithLove?fref=ts






domingo, 26 de abril de 2015

Amor de Chocolate

Pedro e Inês
Estendal do amor

Amor sem fronteiras




Amor de mãe





Pedro e Inês


Pedro e Inês