quarta-feira, 26 de agosto de 2015

À volta da mesa



Dizem que as melhores viagens se fazem à volta da mesa. Não podia estar mais de acordo. Ontem à noite, a viagem fez-se cá em casa. Os pratos e as terrinas da minha avó, guardados, religiosamente, para estas ocasiões, saltaram do armário.  Estendeu-se a toalha de linho sobre a mesa. E as canecas castanhas de barro, do enxoval da minha mãe, completaram o serviço. 
Não havia um lugar vazio. Mas, há sempre convidados de última hora. E, nem esses ficaram de fora. E já agora o que é que havia para comer? -- perguntam vocês. E para beber?
Leitão da Bairrada, do Nelson dos Leitões, que, na minha opinião, é do melhor que se encontra por aqueles lados. Moelas à casa, que é como quem diz feitas pelo meu irmão, exímio cozinheiro. E bacalhau com broa, a minha primeira experiência. Correu bem, a julgar pela quantidade que sobrou. Acompanhámos com vinho tinto, da colheita do meu pai.
A fruta. O pão-de-ló e o café fecharam a jantarada. Não tenho fotografias. Nestas coisas não entram modernices, que isto é gente à moda antiga. Mas, tenho as receitas.

Leitão da Bairrada - Nelson dos Leitões. Morada: Avenida da Restauração, Mealhada. Recomendado pelo Trip Advisor, pelo Boa Cama Boa Mesa e por nós.

Moelas
Ingredientes:
2kg moelas
alho moído 
malaguetas (2)
tomate
azeite
vinho branco (1 copo)
cerveja (1)
louro
sal
Confeção: Refogue o tomate com o azeite e o alho. Adicione os restantes ingredientes e deixe cozinhar, em lume brando, por 2 a 3 minutos. Junte as moelas e deixe ferver por 30 minutos, na panela de pressão. Sirva com arroz branco e batatas fritas.

Bacalhau com broa
Ingredientes:
1 posta de bacalhau por pessoa
cebolas
azeite
pimenta
alho
miolo de broa 
ovos
Confeção:
Cozer o bacalhau em água e sal (se necessário) por 30 segundos, depois de levantar fervura. À parte, refogue o azeite, a cebola e o alho, durante 2 minutos. Junte o bacalhau em lascas, livre de peles e espinhas, ao refogado. Adicione pimenta e deixe cozinhar, durante cinco minutos. Disponha o preparado num tabuleiro. Cubra-o com o miolo da broa e com os ovos batidos. Leve ao forno até ficar douradinho. Sirva com batatas a murro e salada.

Pão-de-ló:
Esta receita é tão antiga. Era o bolo que a minha mãe me fazia na infância. Batem-se as claras em castelo (6). Juntam-se as gemas e o açúcar (1 colher de sopa por ovo) e mexe-se. Adiciona-se a farinha ( 4 colheres de sopa) e o fermento (uma colher de chá). E raspas a gosto, de limão ou  de laranja. Ontem polvilhei com açúcar e canela em pó. Tempo de cozedura 30 minutos.










Rua de Entre Quintas

Rua de Entre Quintas, Porto

Os habitantes são poucos. À falta de turistas, a rua estaria deserta. Integrada na rota do romântico, a Rua de Entre Quintas fica nas traseiras do Palácio de Cristal, que lhe empresta todo aquele verde. Todo aquele ambiente bucólico que se prolonga na antiga Quinta da Macieirinha, sitiada na referida rua. A casa de campo que remonta a finais do século XVIII foi adquirida pela autarquia e convertida no Museu Romântico do Porto. No seu interior foi recriado o ambiente de uma casa da alta burguesia tripeira de oitocentos e preservada a memória de Carlos Alberto de Sabóia, rei da Sardenha. Figura romântica que a Invicta recebeu com o coração e que acabou por falecer nesta casa.
A História da rua não se  resume  à casa de campo e ao seu famoso inquilino. O nome deve-o à localização. A rua fica entre a Quinta da Macieirinha e a Quinta do Meio ou Casa Tait onde se completa a rota do romântico. A casa pertenceu a William Tait, negociante de vinho do Porto e estudioso de fauna e flora. Ainda conserva traços ingleses no que toca aos espaços interiores e ás espécies que encontramos nos jardins. Há rosas de toda a espécie. Majestosas coleções de rosas. Camélias e um liriodendrum tulipifera.
Á volta predomina o verde, que lhe emprestam o Palácio de Cristal, também chamado de Jardim Romântico, os bosques e os terrenos agrícolas. E o silêncio. Quase sepulcral, que vagueia, solitário, pelas estreitas ruas de calcada, ladeadas por muros altíssimos de granito. Ao fundo, o rio, tranquilo. E nós, aqui enamorados deste Porto antigo.

Rua de Entre Quintas

Rua Entre Quintas

Rua Entre Quintas

Rua Entre Quintas

Rua da Macieirinha

Rua da Macieirinha

Rua da Macieirinha

Rua da Macieirinha


Rua Entre Quintas

Casa Tait

Casa Tait

Casa Tait


Casa Tait

Casa Tait

Casa Tait

Casa Tait ( entrada gratuita nos jardins)



Museu Romântico (entrada paga)


             Rota do Romântico: Palácio de Cristal, Museu Romântico e Casa Tait.

                                                                                 # o tripeiro#

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Glamping

Natura Glamping, Serra da Gardunha







O mês mais querido do ano está a chegar ao fim. Mas, para o último fim-de-semana de Agosto guardámos uma sugestão repleta de glamour e tranquilidade, antes do regresso às rotinas. 
Combina o conforto e o requinte de um hotel de cinco estrelas com o contacto com a natureza. Melhor parece-nos impossível. Dormir com a porta aberta. Fazer do céu, o seu tecto. Beber um chá quente, debaixo de uma chuva de estrelas. Praticar ioga. Percorrer trilhos seculares. Observar a fauna e a flora. E repousar, são algumas das opções, que os novíssimos acampamentos de luxo têm para lhe oferecer.
Acampar deixou de ser sinónimo de carregar a casa ás costas. De montar e desmontar a tenda. De partilhar espaços exíguos e a casa de banho. Aliás "a grande diferença entre campismo e glampismo está nas acomodações". Os alojamentos vão desdes os Yurts (Tendas da Mongólia), às Tendas Safari ( África-do-Sul), aos Tipis ( tendas dos índios) e aos Eco-PODS ( tendas construídas com materiais recicláveis). No interior das tendas encontra uma cozinha totalmente equipada, casa-de-banho e camas bastante mais confortáveis do que os tradicionais sacos-cama.
Em Portugal já existem acampamentos de luxo, de Norte a Sul. Os preços variam entre os 30 e os 160 euros por noite. Fique a conhecer as todas as opções, aqui.






sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Jardim das Virtudes

Miradouro das Virtudes, Porto













 Debruçado sobre o Douro, a construção do jardim é o que mais chama a atenção para quem vem de fora. Socalcos. O jardim está construído em socalcos, imagem de marca da paisagem duriense. E é um dos mais antigos espaços verdes da cidade e oferece uma vista privilegiada.

Jardim das Virtudes

Passeio das Virtudes












                                   

                                                                                  # o tripeiro #

Celebrar o amor # Quinta Oliveira #











Faíscas#Arazede#Montemor-o-Velho#Coimbra
www.quintaoliveira.com

Bar Azul # petiscos #


Praia Azul, Leça da Palmeira

Não tem o glamour do L'kodac, mas tem as melhores petiscos do passeio que liga Leça da Palmeira à Foz. O passadiço está repleto de esplanadas giríssimas. Mas para petiscar ao fim da tarde, oh meus amigos, nada melhor que um barzinho tradicional. No bar Azul, que rouba o nome à praia, servem umas sandes de presunto de comer e chorar por mais.
O bar é do mais simples que pode haver. A esplanada um pouco rude, até. Os clientes, na sua maioria conhecidos do dono da casa, não fazem cerimónia, sentam-se à mesa e dispensam o menu, a escolha é sempre a mesma.
Os caracóis e as caracoletas, o marisco e os amendoins são os petiscos com mais saída. Para beber sai um fino.
Não somos da casa. Entrámos por acaso, mas, havemos de voltar. Sandes de presunto como as do bar Azul há poucas.

Bar Azul


                                                                               # o tripeiro #

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Fotografia # hoje é o dia dela #


Nem a propósito. Ainda ontem à noite falava sobre fotografia com um amigo. Não sou de fotografar. E ele, ao que parece, também não. Por uma razão muito simples. Fotografar rouba-me tempo e atenção. Impede-me de absorver tudo quanto o meu olhar possa alcançar. Que é coisa que me apraz. Impede-me de viver o lugar. As coisas e as pessoas. De sentir. Ouvir. E cheirar. Rouba-me os sentidos. E os pormenores escapam-me, entre os dedos. Para fotografar teria que voltar segunda vez.
Dos lugares por onde passo e das pessoas que gosto, memórias digitais tenho poucas. Muito poucas. As melhores imagens, guardo-as eu. E é para elas que olho, quando tenho saudades.
Mas se é de fotografia que gosta. Que de ver também eu gosto. Tenho algumas sugestões.

instagram.com/telmof_santos/






www.aessenciadoeu.blogspot.pt