segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Glamping

Natura Glamping, Serra da Gardunha







O mês mais querido do ano está a chegar ao fim. Mas, para o último fim-de-semana de Agosto guardámos uma sugestão repleta de glamour e tranquilidade, antes do regresso às rotinas. 
Combina o conforto e o requinte de um hotel de cinco estrelas com o contacto com a natureza. Melhor parece-nos impossível. Dormir com a porta aberta. Fazer do céu, o seu tecto. Beber um chá quente, debaixo de uma chuva de estrelas. Praticar ioga. Percorrer trilhos seculares. Observar a fauna e a flora. E repousar, são algumas das opções, que os novíssimos acampamentos de luxo têm para lhe oferecer.
Acampar deixou de ser sinónimo de carregar a casa ás costas. De montar e desmontar a tenda. De partilhar espaços exíguos e a casa de banho. Aliás "a grande diferença entre campismo e glampismo está nas acomodações". Os alojamentos vão desdes os Yurts (Tendas da Mongólia), às Tendas Safari ( África-do-Sul), aos Tipis ( tendas dos índios) e aos Eco-PODS ( tendas construídas com materiais recicláveis). No interior das tendas encontra uma cozinha totalmente equipada, casa-de-banho e camas bastante mais confortáveis do que os tradicionais sacos-cama.
Em Portugal já existem acampamentos de luxo, de Norte a Sul. Os preços variam entre os 30 e os 160 euros por noite. Fique a conhecer as todas as opções, aqui.






sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Jardim das Virtudes

Miradouro das Virtudes, Porto













 Debruçado sobre o Douro, a construção do jardim é o que mais chama a atenção para quem vem de fora. Socalcos. O jardim está construído em socalcos, imagem de marca da paisagem duriense. E é um dos mais antigos espaços verdes da cidade e oferece uma vista privilegiada.

Jardim das Virtudes

Passeio das Virtudes












                                   

                                                                                  # o tripeiro #

Celebrar o amor # Quinta Oliveira #











Faíscas#Arazede#Montemor-o-Velho#Coimbra
www.quintaoliveira.com

Bar Azul # petiscos #


Praia Azul, Leça da Palmeira

Não tem o glamour do L'kodac, mas tem as melhores petiscos do passeio que liga Leça da Palmeira à Foz. O passadiço está repleto de esplanadas giríssimas. Mas para petiscar ao fim da tarde, oh meus amigos, nada melhor que um barzinho tradicional. No bar Azul, que rouba o nome à praia, servem umas sandes de presunto de comer e chorar por mais.
O bar é do mais simples que pode haver. A esplanada um pouco rude, até. Os clientes, na sua maioria conhecidos do dono da casa, não fazem cerimónia, sentam-se à mesa e dispensam o menu, a escolha é sempre a mesma.
Os caracóis e as caracoletas, o marisco e os amendoins são os petiscos com mais saída. Para beber sai um fino.
Não somos da casa. Entrámos por acaso, mas, havemos de voltar. Sandes de presunto como as do bar Azul há poucas.

Bar Azul


                                                                               # o tripeiro #

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Fotografia # hoje é o dia dela #


Nem a propósito. Ainda ontem à noite falava sobre fotografia com um amigo. Não sou de fotografar. E ele, ao que parece, também não. Por uma razão muito simples. Fotografar rouba-me tempo e atenção. Impede-me de absorver tudo quanto o meu olhar possa alcançar. Que é coisa que me apraz. Impede-me de viver o lugar. As coisas e as pessoas. De sentir. Ouvir. E cheirar. Rouba-me os sentidos. E os pormenores escapam-me, entre os dedos. Para fotografar teria que voltar segunda vez.
Dos lugares por onde passo e das pessoas que gosto, memórias digitais tenho poucas. Muito poucas. As melhores imagens, guardo-as eu. E é para elas que olho, quando tenho saudades.
Mas se é de fotografia que gosta. Que de ver também eu gosto. Tenho algumas sugestões.

instagram.com/telmof_santos/






www.aessenciadoeu.blogspot.pt

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Israel


Jerusalém

Dizem que é a Terra Santa, mas de paz não reza a História de Israel. Ele define-a como um ponto de encontro. De civilizações. De povos. Culturas e crenças. Do velho e do novo. Do passado e do presente. Que o futuro é incerto. "A História continua sendo escrita. Passa por baixo dos seus pés."
Márcio Kramer é guia turístico em Israel. Convidou-me a visitar a terra que deu ao mundo a Bíblia, o livro que reúne o Antigo e o Novo Testamento. Profecias e passagens da vida de Jesus e dos apóstolos . A terra sagrada onde se geraram as três religiões abraâmicas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo."A visita a este verdadeiro drama humano dá ao viajante uma nova visão do velho mundo e direcciona-o de forma surpreendente para o futuro."
O turismo religioso é uma das principais fontes de riqueza do estado de Israel.  O territórios israelo-palestinianos albergam cidades antiquíssimas, referenciadas na Bíblia como Belém, Nazaré, Cafarnaum e muitas outras. "Atravessar a fronteira nem sempre é fácil, mas esta pode ser a viagem de uma vida. Você vai pisar a terra que o maior ídolo da Humanidade, Jesus, pisou."
Jerusalém, capital de Israel, localizada entre o Mar Morto e o Mar Mediterrânico é considerada cidade sagrada pelas três religiões monoteístas. Cristãos, judeus e muçulmanos prestam culto na cidade da paz. "Anualmente, a cidade, recebe milhares de peregrinos vindos de todo o mundo. "
No Monte das Oliveiras, onde Jesus passou grande parte da sua vida e ia transmitindo os seus ensinamentos, encontramos, no local onde a Virgem Maria foi enterrada e subiu aos céus, uma Igreja. Uma espécie de caverna construída na época das cruzadas e decorada com velas.
A Basílica da Agonia, também no Monte das Oliveiras, é outros dos locais sagrados para os cristãos. Foi aqui, no lugar onde está a Pedra da Agonia, rodeada pela coroa de espinho de ferro forjado, que Jesus rezou e suou sangue na noite antes de ser preso. À volta das Igreja os Jardins de Gâtsemani, onde Jesus foi traído e preso.
Continuamos a subir o Monte. Antes de chegar à Basílica da Ascensão, local onde Jesus ascendeu aos céus, 40 dias depois da ressurreição, encontramos a Igreja Ortodoxa de Maria Madalena, onde está enterrado o seu corpo.
Descemos novamente à cidade, para visitar a Basílica do Santo Sepulcro. Aqui encontramos a pedra onde Jesus terá sido lavado e perfumado depois de morto, o local exacto onde terá sido erguida a cruz e a pequena caverna onde o corpo de Jesus terá sido sepultado. Neste local existe uma pequena capela onde é possível rezar. " A História do Cristianismo passa por aqui. Os judeus e os muçulmanos, seguem outro caminho. Rumam à Domo da Rocha, local onde Abraão terá sacrificado o filo Isaac  ( teoria judaica) e onde Maomé terá subido aos céus (teoria islâmica). E é aqui que residem os conflitos. O local é tido como sagrado pelas duas correntes religiosas."
Mas, há mais para ver, fora de Jerusalém. O  vale do rio Jordão é dos locais mais belos de Israel. O rio, onde João batizou Jesus, nasce no Monte Hermão, cruza-se com o Mar da Galileia e desagua no Mar Morto. E o deserto da Judeia, árido e rochoso, carregado de História e simbolismo religioso."Foi aqui que Jesus Jejuou durante 40 dias e 40 noites e alimentou o povo com maná."
"O turismo religioso é o mais procurado. Mas há mais, muito mais para ver e descobrir. Já ouviu falar da fenda Sírio-Africana, a maravilha geológica do Mar Morto? Da costa israelita, banhada por quatro mares? Das praias do Mar Morto,  do Mediterrânico, do Mar da Galileia e do mar Vermelho? É muito mar!
 Seja bem-vindo a Israel, tenho muito para lhe mostrar e contar!"


Nesher, Israel

Baraq, Israel

Genesaré
I
Fenda Sírio-Africana

Jerusalém (tradução amor)

Banias, reserva natural.

Mar Mediterrânico

Atlit, costa mediterrânica


Eu, tu e o mar

Praia da Luz

A Lua cheia governava a noite. Não havia uma única nuvem no céu. Estrelas, muitas. Adivinhava-se mais um bonito amanhecer, com o Sol a raiar o horizonte. O mar vestiu-se de azul. Escolheu um tom claro. Tranquilo, a combinar com a época estival. E eu de branco. Que é cor que vai com tudo. Com o castanho dos teus olhos. Com o azul do mar. E com o verde do pequeno jardim, que esconde uma das maravilhas da Foz do Douro, a esplanada da Praia da Luz. 
O trilho é curto. E romântico por natureza. A luz fosca. E o ambiente propicio à troca de beijos. Beijos que muitas vezes terminam na areia molhada, embalados pelo mar. E outras tantas, para os menos ousados, no refúgio da esplanada.  Há uma mesa de madeira. Um candeeiro e duas cadeiras. Apenas duas, propositadamente. À volta árvores frondosas, de grande porte. E para completar o terraço superior está fechado.
Mas daqui não se vê o mar. Ouvi-mo-lo. Senti-mo-lo perto. Mas não o vemos. É preciso descer a escadaria e escolher uma das muitas espreguiçadeiras de lona branca, que se debruçam sobre as águas. Não há recantos secretos. A esplanada é ampla e estende-se areal adentro. Mas o ambiente continua intimista. Aconchegado pelo chocolate quente, que repousa sobre a mesa. Pela conversa a dois. Pela troca de olhares, apaixonada. E pela brisa que nos beija o rosto, suavemente. Sedutora. Intensa. É um convite a um passeio na praia. E, porque não?