terça-feira, 13 de outubro de 2015

The World of Discoveries #


The World of Discoveries, Adamastor.

 Três vezes do leme as mãos ergueu.
 Três vezes ao leme as mãos reprendeu.
 E disse no fim de tremer três vezes:
 "Aqui ao leme, sou mais do que eu.
Sou um povo que quer o mar que é teu.
E mais que o mostrengo, que me a alma teme.
E roda nas trevas do fim do mundo.
Manda a vontade, que me ata ao leme
 D' El Rei D. João II.
              
                                                              Fernando Pessoa, Mensagem

Pedagógico. Interativo. E divertido. Pensado para as famílias e para as escolas. Abriu ao público em 2014. Fica no Porto, na zona ribeirinha, mesmo em frente à Alfândega. Ocupa um área de cinco mil metros quadrados, onde outrora foram construídas três das naus da armada de Vasco da Gama. É um local com História, por herança. E é a História de Portugal que tem para contar, o museu. A História da Epopeia Lusitana: os Descobrimentos. Sejam bem-vindos ao The World of Discoveries. E à aventura que mudou o mundo. A viagem faz-se numa hora, e começa pela mão do Infante, obviamente. 


Somos recebidos por gente trajando à época quinhentista. Navegadores, com a História na ponta da língua. A primeira e segunda salas do museu estão ocupadas com exposições, devidamente documentadas. A visita começa com uma mostra da evolução da nau portuguesa e dos instrumentos de navegação utilizados na altura. Sobre os navegadores e a vida a bordo do navio, há informação detalhada na segunda sala, particularmente interactiva.

Exposição de naus no The World of Discoveries.


 E, agora, que estamos devidamente preparados, embarquemos! A terceira sala recria o interior de uma nau portuguesa, à escala real. E uma oficina de construção naval.


























Com os marinheiros a bordo, razão não há que nos prenda, ainda, em terra. Partimos do Porto, em direção a Sul, passando por Lisboa, donde saiu a armada com destino à Índia, chegando a Ceuta. Ceuta é nossa, adiante, homens! É o temível Adamastor que nos faz frente. Das trevas surge a luz, e a viagem continua,  à volta do mundo. Que outrora dos portugueses, foi.
O parque temático está dividido em vinte áreas. A viagem faz-se de barco,  e demora cerca de trinta minutos.






Dada a volta ao mundo, fomos à Sphera Mundi, a loja do museu. É também ela um mundo. Pedagógico, divertido e guloso. Comprámos chocolate. Das embalagens fazem-se postais.  No piso superior,  há um restaurante trajado à época, também. Que por aqui nada é deixado ao acaso. É recomendável reservar mesa, se quiser desfrutar de uma refeição com História. 
 Boa viagem!









domingo, 11 de outubro de 2015

Para ela # um brunch #



Acabaram-se os dias de sol, parece-me. As corridas no Parque da Cidade ao Domingo de manhã. E o pequeno-almoço demorado à beira-mar. Prefiro ficar por casa, nestes dias cinzentos. Preguiçando, simplesmente. Hoje preguiça ela, sozinha. Trocámos de papel. Fechei-a na sala. E fechei-me a mim na cozinha.
Vou preparar-lhe um brunch. Um pequeno-almoço fora de horas, já com um cheirinho a almoço. Já tinha pensado nisto ontem. Fui às compras. Trouxe-lhe os cereais e os iogurtes preferidos. Fruta. E alguns ingredientes que faltavam cá em casa, como salmão fumado. 
A cozinha está um caos!!! É assim que me organizo. E foi por isso que a fechei na sala. Punha-me fora de casa, se aqui entrasse, agora. Vou preparar uma salada de frango com frutas. Ela vai gostar. Adivinho-o!!!
É muito simples. Grelham-se os peitos do frango com sal e pimenta. Prepara-se uma salada com alface, cenoura e couve roxa. Junta-se o frango à salada. Tempera-se com sal, azeite e vinagre. Finaliza-se com gomos de laranja, pedacinhos de ananás, maçã e kiwi.
Entretanto o pão acabou de tostar. Vou fazer também umas tostas de salmão fumado. Simplicíssimas. Barro o pão tostado com queijo e levo-o novamente ao forno/tostadeira até o queijo começar a derreter. Finalizo com umas fatias de salmão fumado. Sobrou algum pão tostado, propositadamente. Vou servi-lo com um patê Bernardo's, que trouxemos do Urban Market da Praça das Cardosas.
Falta pôr a mesa, as flores já lá estão. E fazer os Waffles. Preparei-lhe uma taça de frutas com iogurte e cereais. Ela adora!!! Fiz café e sumo de laranja. Temos muffins de abóbora. Foi ela que fez, ontem. E falta o mais importante. Abrir-lhe a porta.



                              Inspirem-se, rapazes. Que elas merecem!!!

                                                                                      # o tripeiro #


 









sábado, 10 de outubro de 2015

Manhãs gulosas # Muffins de abóbora com Nutela #


Muffins de abóbora com chocolate

Chove. Vou fechar-me na cozinha, é inevitável. É quase uma tradição de família. Herdei-a da minha mãe. Que, aliás, por lá se fecha comigo, aos sábados, quando o dia acorda cinzento ou molhado, como o de hoje.
Temos na dispensa uma abóbora-menina. Pensámos em guardá-la, religiosamente, até ao Natal, para os filhozes.  Mas hoje, apetecem-me muffins de abóbora com chocolate. Vou partir a abóbora!!!! E enquanto coze, em lume brando, partilho a receita consigo. São da menina coze, a receita e os muffins, que guardo na memória, até hoje. Trazem-me água à boca. 


  Ingredientes ( 16 muffins)

 1 chávena de abóbora
 2 chávenas de farinha
1/2 chávena de açúcar branco
1/2 chávena de açúcar mascavado
2 colheres de óleo
2 colheres de leite
2 colheres de chá de essência de baunilha
1/2 colher de chá de sal
1 colher de fermento em pó 
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 ovo
Nutela

 Confeção

Coza a abóbora. Adicione-lhe o açúcar ( o branco e o mascavado), o ovo, o óleo, o leite, e a essência de baunilha. Bata até obter uma massa sem grumos. Junte a farinha, o fermento, o sal, e o bicarbonato de sódio ao preparado anterior. E bata novamente, até obter uma massa lisa.
Divida a massa pelas formas, previamente untadas, até 3/4. Adicione uma colher de Nutela a cada muffin. Utilize um palito para incorporar o chocolate na massa. Coza por 15 a 20  minutos, em forno pré aquecido, a 200 graus.


                           E, agora, sirva-se, como se não houvesse amanhã!





sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Gin # as melhores casas #



Está na moda, o Gin!!! Esqueça a versão mais antiga, com muito gelo e uma rodela de limão. A ideia não é deixar o Gin com sabor a limão ou a qualquer outra fruta, mas antes realçar o seu aroma e experiência sensorial. Por isso basta torcer uma casca por cima do copo e adicioná-la à bebida, dizem os entendidos.
A bebida destilada, de origem holandesa, à base de cereais evoluiu. Ao zimbro, presença obrigatória no Gin, adicionaram-se ervas aromáticas, especiarias, citrinos e flores et voilá saltaram para o mercado Gin's para todos os gostos e ocasiões. Secos. Frutados. Aromáticos. Frescos. Adocicados. Que casam bem com quase tudo, sabendo escolher!!!

 É sexta-feira!!! Vamos tomar um Gin? Onde???

The Gin House, Porto. É um bar moderno. Sofisticado, especialmente dedicado aos apreciadores de Gin. Na casa existem mais de 160 qualidades de Gin!!! De certeza que encontra, aqui, a sua preferida. [ Rua Cândido Reis, 70]

Gin Lovers, Braga. O nome diz tudo!!! [ Rua Andrade Corvo, 40, Braga]

Lisbonita, não perca este bar de vista. Está referenciado em tudo quanto é página dedicada ao Gin. Inserido no restaurante Taberna Moderna, serve apenas Gin. É um lugar exclusivo para Gin Lovers. Existem 70 variedades de Gin's e a sugestão é que acompanhe as suas refeições com um deles. [ Rua dos Bacalhoeiros, 18 A, Lisboa]

120 Bar, Caldas da Rainha. 
" Venha provar os nossos maravilhosos Gin's."
 [ Praça 5 de Outubro, 33 Caldas da Rainha ]

Estremadura Café. "Deixe-se levar numa viagem sensorial" Temos Gin!!! [ Praça 25 de Abril, 80, Alcobaça]


The Gin Room, Vila do Conde. É um bar exclusivamente dedicado ao Gin. Fixem os olhos nesta montra, Gin Lovers. [ Praça da República, 45, Vila do Conde]

Obladi Oblada, Setúbal. " All you need is all friends & Gin & Tonic " [ Avenida Luísa Todi, 329]

Dux Petiscos & Gin, Coimbra. É uma das melhores casas de petiscos da cidade dos estudante. E ao que parece de Gin's também.  [Rua dos Combatentes da Grande Guerra, nº 102]

Taberna 8 ò 80, Nazaré. Não espanta que se sirva bom Gin, quando a qualidade e competência são políticas da casa. [Avenida Manuel Remígio Edifício Atlântico, lj. 8]






quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Por aí

O céu. De todas as cores. O mar imenso. Ora tranquilo. Ora revolto. E, por vezes uma pouca de gente. Há uma conta no Instagram onde cabe o mundo https://instagram.com/telmof_santos/.
Fotografias by Telmo Santos.

Eu nunca guardei rebanhos
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
conhece o vento e o sol.
E anda pela mão das estações,
a seguir e a olhar
E toda a natureza sem gente,
vem sentar-se ao meu lado.






Montemor-o-Velho

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas,
olhando para a direita e para a esquerda.
E de vez em quando olhando para trás.
E o que vejo a cada momento,
é aquilo que nunca antes eu tinha visto.


Praia fluvial da Bogueira
















quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Coisas & Sabores # loja gourmet #


Faianças Bordallo Pinheiro, na montra da Coisas & Sabores.

É uma loja portuguesa, com certeza! A julgar pela montra, que exibe algumas peças da Bordallo Pinheiro das coleções A Couve e A Sardinha, símbolos da rusticidade portuguesa, imortalizados pela Fábrica das Faianças das Caldas. Porcelanas Vista Alegre, peças da coleção mais clássica. E artesanato regional. Vem da Lousã. E retrata as aldeias do xisto e a Alta coimbrã. Que foi no coração da baixa da cidade dos estudantes, que encontrámos a Coisas & Sabores. Na Praça 8 de Maio, em frente ao Mosteiro de Santa Cruz.

Praça 8 de Maio, Coimbra.

Confirma-se! É uma das lojas mais antigas da baixa. E comercializa unicamente produtos de origem nacional, algumas marcas bem conhecidas e outras tantas quase esquecidas. Saltam à vista as faianças artísticas. As porcelanas. Os cristais Atlantis. Que tão bem assentam na casa e na mesa portuguesas. E o artesanato. As peças saem das mãos de gente que se encontra em recuperação na ARCIL.

Coisas & Sabores, loja gourmet. 

Coleção A Sardinha, da Bordalo Pinheiro

Artesanato ACRIL

Abrem o apetite os queijos e os enchidos de cura tradicional. E a casa sugere um bom vinho para acompanhar. Na garrafeira há muito por onde escolher, de Trás-os-Montes ao Alentejo, mas, são os vinhos do Porto que maior destaque merecem. Ocasionalmente fazem-se provas na loja. E por ocasião do Natal há cabazes apetrechados de produtos deliciosamente portugueses. Aos vinhos e à charcutaria juntam-se os azeites, os vinagres, as farinhas, o mel, as compotas, os chás, os chocolates, os licores e as bolachas artesanais da casa. Mas, não precisa de esperar pelo Natal, os produtos estão disponíveis todo o ano.

Conservas

Queijos

Chocolates.

Há ainda um espaço dedicado a produtos de higiene e asseio pessoal. Sabonetes. Perfumes. E produtos para homem, da antiga Barbearia do Bairro. Que asseados são os clientes da Coisas & Sabores.


Produtos da  Barbearia do Bairro.










































domingo, 4 de outubro de 2015

Jóia da Coroa # Requinte & Elegância #

Edifício Jóia da Coroa, antiga Ourivesaria Aliança. Emoldurado pelas vitrinas da antiga joalharia encontramos, no primeiro andar o Jóia da Coroa Excellence. O serviço é feito em louça de época, restaurada pela proprietária, Jeannine Monteiro.

Flores à varanda. Que é de ferro forjado, verde. Mantiveram a fachada do edifício. Que foi casa de uma das maiores ourivesarias da Península Ibérica. A Aliança. E que é, hoje, Monumento Nacional.
O letreiro continua lá, por cima da porta blindada, para que a memória não se apague. E não apaga. Prolonga-se no interior do edifício, transformado em Galerias. Entremos!
Abrem-se as portas. Abriu-as o porteiro. Engalanado. São poucos os que se encontram por aí trajando tal elegância. Nas roupas. E nos modos. Rasga um sorriso. E oferece-nos uma mesa no salão de chá, que ocupa o rés-do-chão. O Nunca é Tarde.
Recusámos. Temos encontro marcado na Jóia de Coroa Excellence, no primeiro andar, com a proprietária do Jóia da Coroa, Jeannine Monteiro. Ofereceu-nos um chá acompanhado de scones. E da história do edifício. Que começa no serviço de louça que traz à mesa. Restaurou-o peça a peça; tal como restaurou os tectos, onde foram colocadas folhas de ouro, uma a uma, emoldurando o branco e o rosa suave ; tal como restaurou o mobiliário ao estilo Belle Époque.
É feita de pormenores. E de História, a casa. Que já foi do ouro. Abriram-nos as portas do tempo. Sem aviso prévio. A Mezzanine debruça-se sobre o rés-do-chão, a partir da varanda. Que é de oiro, também. Emolduram-na as vitrinas, que pertenciam à antiga joalharia. Cumprem o seu papel original, algumas, ainda.
Chove! Cai bem um chá, à meia luz.

 Tem ares de Paris, o Jóia da Coroa. Inspiraram-no as Galerias La Fayette.

Nunca é Tarde, salão de chá do rés-do-chão.

No primeiro andar há uma exposição de jóias nas vitrinas de cristal da antiga ourivesaria. O acesso faz-se através de um elevador de portas de correr, também ele herança da Aliança, ou de uma escada de madeira. E estendida está a passadeira vermelha. Nos restantes andares há Boutiques de moda.

Jóia da Coroa, antiga Ourivesaria Aliança, Rua das Flores, Porto.