Inspirez-vous!
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Santa Cruz # mais um belíssimo café #
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| Café Santa Cruz, Praça 8 de Maio Coimbra. A inauguração do luxuoso café em 1923 foi notícia em todos os periódicos da altura. |
O Outono tem destas coisas. Antes que os últimos raios de Sol se percam no horizonte, há quem teime, tal como eu, e como se isso fosse possível, prendê-los numa esplanada diante de uma chávena de café e de um livro. E, se há esplanadas onde os livros são bem-vindos, esta é uma delas.
Fica no coração da baixa coimbrã, na Praça 8 de Maio, e pertence ao histórico Café Santa Cruz, inaugurado em 1923. O sol demora-se por aqui, a literatura tem as portas abertas e servem uns doces de origem monástica maravilhosos, os crúzios, herança dos cónegos que habitaram o Mosteiro de Santa Cruz. Perfeito!
O café está instalado no edifício que, outrora, albergou a Igreja Paroquial de São João das Donas. A fachada original, singela, deu lugar a uma fachada neo-manuelina com vitrais, concebida pelo arquitecto João Inácio dos Santos. Da igreja conservam-se, ainda, os tetos em abóbada de nervuras. No interior sobressaem o bom gosto e a harmonia entre as madeiras, ricas em pormenores, e a austeridade dos mármores.
E, passeando os olhos pelo interior do café parece-me que os senhores do UCityGuides que avaliaram o Majestic como "o mais deslumbrante café da nação ", não passaram por Coimbra, nem tiveram oportunidade de o conhecer. Que lhe assenta bem o título, mas terá de o dividir com o Santa Cruz, inevitavelmente. O serviço também é de excelência. As portas, também, continuam abertas à cultura, hábito próprio dos cafés com História. Há espaço para a leitura, para o debate e para as tertúlias informais; para a projeção de documentários, para a apresentação de livros e para canção de Coimbra. E a elegância também cá mora.
-- Um café e um crúzio, por favor!
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| O Santa Cruz respira a harmonia própria dos cafés com História, que já conta com 90 anos. |
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| Crúzio, especialidade da casa. |
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
São Martinho # doces com castanhas e vinho #
Não adormecesse o Sol tão cedo e pouco ou nada havia que nos lembrasse que o Inverno está à porta. Às seis da tarde é noite cerrada. É hora de acender a lareira. A pouco-e-pouco a casa enche-se de gente. Que bom!!! E, já só se fala em castanhas, "no São Martinho comem-se as castanhas e prova-se o vinho", diz a minha avó pela centésima vez." Sabes filha no meu tempo as castanhas assavam-se no lume de chão com agulhas. E só se comiam em Novembro."
Tem razão a minha avó. Mudaram-se os tempos. Mudaram-se os hábitos. E, ainda ela não sabe, que esta noite além de castanhas assadas vou levar à mesa doces cujos ingredientes principais são a castanha. e o vinho. Modernices, dir-me-à.
As receitas são do Chef Valdemar e vão do bolo, às queijadas e às trufas de castanhas. O vinho entra na gelatina, que na hora da confeção tem prioridade uma vez que precisa de solidificar. São precisas 6 folhas de gelatina, 5dl de vinho do Porto e 80gr de açúcar. Ferve-se o vinho do Porto com o açúcar e adicionam-se as folhas de gelatina, previamente demolhadas, sem desligar o lume por mais dois minutos.
Para as trufas. Cozi as castanhas [8] com canela, erva-doce e açúcar [q.b]. Enquanto as castanhas arrefeciam, derreti o chocolate branco [q.b] em banho-maria. Depois mergulhei as castanhas no chocolate e uma segunda vez em coco ou em chocolate em pó.
O bolo de castanhas é super simples. Bati 100gr de manteiga com 230gr de açúcar e 5 gemas. Adicionei 400gr de puré de castanhas, previamente cozidas, 2 colheres de chá de fermento em pó e 5 claras batidas em castelo. E foi ao forno a 180 graus.
As queijadas, adoro queijadas. Preparei a base com 250gr de farinha, 1dl de água e 75gr de manteiga. Para o recheio fiz uma calda com 250gr açúcar, 1 colher de sopa de mel e 1dl de água, que ferveu durante 5 minutos. Juntei o puré de 200gr de castanhas e deixei arrefecer. Já com o preparado frio, adicionei 6 ovos. E levei ao forno 20 minutinhos a 170 graus.
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| Queijadas de Castanhas by Valdemar Onofre |
Depois do jantar levei à mesa.
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Comecei o dia na Ribeira
| Atravessámos a ponte. Que é de Gaia que se tem a melhor vista para o Porto. |
A cidade acordou cinzenta, envolta naquele nevoeiro usual das estações mais frias, que confere um ar quase teatral à Ribeira. É daqui que partimos à descoberta da Invicta.
Invicta? É histórica, a explicação. Remonta ao século XIX, o episódio que deu origem ao cognome “mui nobre e leal cidade Invicta”. São palavras de D. Pedro. Proferiu-as por ocasião do levantamento do cerco à cidade pelos absolutistas, liderados por D. Miguel, durante a revolução liberal que opôs absolutistas e liberais. Em troca da lealdade, ofereceu D. Pedro o coração à cidade.
Caminhemos! Que se faz tarde. São muitas as histórias que a cidade tem para contar. Outras tantas as direções que podemos seguir. E todas elas com motivos de interesse. É apreciador de vinho do Porto? Recomendo-lhe que atravesse a ponte, e pode fazê-lo a pé. As caves das mais antigas e conceituadas marcas de Vinhos do Porto ficam do outro lado do rio, em Gaia. Além de provas de vinhos, há visitas guiadas. As Caves da Burmester, junto ao tabuleiro inferior, são as únicas que se localizam na zona classificada como Património Cultural da Humanidade.
| Ribeira de Gaia |
Para lá da Ribeira de Gaia e do Cais, donde saem os cruzeiros com destino ao Alto Douro, existe ainda um estaleiro de construção naval. É o último dos treze estaleiros que existiam entre a ponte D. Luís I e a Afurada, no século XIX. São dez os homens que ali trabalham. São os últimos carpinteiros navais do Douro navegável.
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| Afurada, o último estaleiro naval. |
domingo, 8 de novembro de 2015
Hallstatt # mas que lugar mais lindo mais cheio de graça #
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| A Central Square Marktplatz [praça central] é encantadora. Encontrámos na praça, o famoso Seehotel Gruner Baum que hospedou Sissi, a imperatriz austríaca. |
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| Fica nas entranhas da montanha. O túnel parece não ter fim. A visita é guiada e acompanha de explicações sobre a História do local. |
sábado, 7 de novembro de 2015
Terra do Sempre # o monte encantado #
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| Bons sonhos. Que por aqui, não se dorme, sonha-se! |
Ainda antes do nascer do sol, ouvem-se cantar os galos, ao longe. Há quem possa preguiçar na cama, debaixo das estrelas, os hóspedes. A Luísa, a empregada, não se demora na cama. O pequeno-almoço é servido a partir das nove horas e meia.
Erguem-se, no meio da imensidão da planície alentejana, entre sobreiros e oliveiras, a casa principal. O casão agrícola. E as cabanas de madeira. A piscina, onde, por estes dias, só mergulha o sol, ao fim da tarde. A quinta, a dez minutos do monte, onde as crianças podem ajudar a tratar e alimentar os animais. Os animais que correm felizes ao ar livre. E, de tão felizes põem as galinhas ovos de ouro.
Chamam-lhe a Terra do Sempre. Nasceu do sonho de uma jornalista e de um arquitecto. É a recriação mais-do-que-perfeita do meu imaginário livresco. Que, nem tão longe, as leituras me levaram, algum dia. Fica a cinco minutos de Grândola. É um turismo de rural, inspirado em contos infantis e pensado para famílias, mas, também para escapadinhas a dois. Dispõe de sete quartos, que se dividem entre a casa principal, o casão agrícola e as cabanas. Cada quarto conta o capítulo de uma história, ilustrada por Alexandra Prieto. Que se prolonga no mobiliário, que ora assume traços mais rústicos ora mais modernos, e na decoração.
Os quartos abrem-se sobre a planície, a perder de vista, a partir do enorme janelão, que rasga uma das paredes de alto a baixo. Têm alpendre e varanda privativa. E, como se a esta terra encantada alguma coisa faltasse, ainda, acrescentaram-lhe uma contadora de história, a avó Corina. Que por aqui há livros. E lê-se em qualquer lugar.
E fazem-se picnic's. E passeios a cavalo. E observam-se aves. Que o tempo corre devagar. E trabalha-se a terra. A Terra do Sempre, ecológica e auto-sutentável; é o sol que aquece a água e a horta é biológica.
Os quartos abrem-se sobre a planície, a perder de vista, a partir do enorme janelão, que rasga uma das paredes de alto a baixo. Têm alpendre e varanda privativa. E, como se a esta terra encantada alguma coisa faltasse, ainda, acrescentaram-lhe uma contadora de história, a avó Corina. Que por aqui há livros. E lê-se em qualquer lugar.
E fazem-se picnic's. E passeios a cavalo. E observam-se aves. Que o tempo corre devagar. E trabalha-se a terra. A Terra do Sempre, ecológica e auto-sutentável; é o sol que aquece a água e a horta é biológica.
E trocam olhares sedutores os enamorados, nas cabanas. E correm, livremente, as crianças. E brincam. E sorriem. Que por aqui a felicidade é contagiante.
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| Há sete quartos: Peter Pan, Alice, Mil e uma noites, Robin Hood, Tom Sawyer, Romeu e Julieta, E foram felizes para sempre. |
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Ouro português # o Chef leva-o à mesa com bacalhau #
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| Bacalhau em crosta de azeitona retalhada by Valdemar Onofre |
"O azeite é da primeira colheita da minha aldeia, e só isso faz toda a diferença." É o ingrediente principal do prato e vai à mesa com bacalhau. A combinação é acertada, obviamente. Que, é conhecido do Chef, o gosto dos portugueses, pelos sabores tradicionais.
Chegou a época da apanha da azeitona. A azáfama é grande no campo e o trabalho árduo. Há quem o menospreze, mas, os melhores azeites vêm dos pequenos produtores. "Pertencem à categoria virgem extra e são ótimos para consumo direto e tempero a cru. Os mais suaves devem ser utilizados em saladas e na doçaria. Os mais intensos combinam melhor com alimentos de sabor mais marcado e poderão ser utilizados na confeção de alguns molhos."
"O azeite virgem é bom para utilizar em sopas, refogados, assados e marinadas. O azeite [contém azeite refinado e azeite virgem] é perfeito para frituras devido à sua elevada resistência a altas temperaturas e uma vez que forma uma crosta nos alimentos que impede a penetração do azeite no seu interior, o que torna os fritos mais saudáveis e secos."
Ingredientes
1 kg de bacalhau
1.25kg de batatas vulcão
Azeite [q.b]
25 gr de alho
400 ml de leite
120 gr de cebola
320 gr de grelos
Broa [ q.b]
Louro [ 2 folhas]
Azeitonas retalhadas [q.b]
Salsa, coentros, manjericão, pimenta [q.b]
Confeção
Comece por marinar o bacalhau com o leite, o azeite, o alho, o louro, a pimenta e a salsa, dentro de um tabuleiro. E por lavar as batatas. Às batatas, abra-lhes um orifício de um dos lados, esfregue-as com sal e tempere com alho e azeite. Leve a assar as batatas e o bacalhau, separadamente.
Entretanto salteie os grelos em azeite, sal e alho. Faça com cebolada [corte as cebolas em meias luas, pique os alhos e as ervas aromáticas e leve a refogar em azeite]. Rale a broa, pique as azeitonas e misture.
Montagem
Os grelos ficam no fundo do tabuleiro. Seguem-se o bacalhau, a cebolada e a pasta de azeitona. Leve ao forno a gratinar. Corte em quadrados e sirva com as batatas assadas.
Chegou a época da apanha da azeitona. A azáfama é grande no campo e o trabalho árduo. Há quem o menospreze, mas, os melhores azeites vêm dos pequenos produtores. "Pertencem à categoria virgem extra e são ótimos para consumo direto e tempero a cru. Os mais suaves devem ser utilizados em saladas e na doçaria. Os mais intensos combinam melhor com alimentos de sabor mais marcado e poderão ser utilizados na confeção de alguns molhos."
"O azeite virgem é bom para utilizar em sopas, refogados, assados e marinadas. O azeite [contém azeite refinado e azeite virgem] é perfeito para frituras devido à sua elevada resistência a altas temperaturas e uma vez que forma uma crosta nos alimentos que impede a penetração do azeite no seu interior, o que torna os fritos mais saudáveis e secos."
Hoje o azeite virgem extra é rei, à mesa.
A receita é do Chef, sirva-se!
Ingredientes
1 kg de bacalhau
1.25kg de batatas vulcão
Azeite [q.b]
25 gr de alho
400 ml de leite
120 gr de cebola
320 gr de grelos
Broa [ q.b]
Louro [ 2 folhas]
Azeitonas retalhadas [q.b]
Salsa, coentros, manjericão, pimenta [q.b]
Confeção
Comece por marinar o bacalhau com o leite, o azeite, o alho, o louro, a pimenta e a salsa, dentro de um tabuleiro. E por lavar as batatas. Às batatas, abra-lhes um orifício de um dos lados, esfregue-as com sal e tempere com alho e azeite. Leve a assar as batatas e o bacalhau, separadamente.
Entretanto salteie os grelos em azeite, sal e alho. Faça com cebolada [corte as cebolas em meias luas, pique os alhos e as ervas aromáticas e leve a refogar em azeite]. Rale a broa, pique as azeitonas e misture.
Montagem
Os grelos ficam no fundo do tabuleiro. Seguem-se o bacalhau, a cebolada e a pasta de azeitona. Leve ao forno a gratinar. Corte em quadrados e sirva com as batatas assadas.
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